RÉPTEIS

MG: animais silvestres são apreendidos em criadouro para comércio ilegal

Nove cobras e uma tartaruga foram encontrados em residência em Santa Luzia. O responsável pagará multas e responderá por crime ambiental

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Animais silvestres comercializados ilegalmente foram recolhidos em um mandado de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (8/5) na cidade de Santa Luzia, Região Metropolitana de Belo Horizonte. O responsável pela infração recebeu duas multas de R$ 4.300 no total e vai responder por crimes ambientais


A Polícia Federal e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) encontraram um criadouro de répteis em uma residência. No local, foram encontrados cobra píton, oito corn-snakes (gêneros de comuns no Hemisfério Norte) e um tigre d’água nativo (espécie de tartaruga, comum no sul do Brasil, Argentina e Uruguai). Dois aparelhos celulares e um disco rígido de notebook também foram apreendidos.


Publicações em redes sociais, que mostravam indícios de comercialização ilegal de animais silvestres no endereço, motivaram o início da operação.  


As espécies foram encaminhadas ao Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres) do Ibama. Lá, os animais receberão destinação adequada futuramente.


O responsável por cometer o delito foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal, onde foi registrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), que será encaminhado à Justiça Federal. Ele responderá pelos crimes ambientais da Lei Federal 9.605/98, que prevê penas para infrações contra a fauna e flora.

Entre os animais, foi encontrada uma tartarga da espécie tigre d’água nativo
Entre os animais, foi encontrada uma tartarga da espécie tigre d’água nativo Polícia Federal de Minas Gerais/Reprodução


Segundo o Ibama Minas, essa operação reforça o compromisso das autoridades na luta contra o tráfico de animais silvestres e na preservação da biodiversidade. 


Para onde vão os animais?


Depois de apreendidos, animais vendidos ilegalmente, resgatados ou entregues pela população de forma espontânea ou que necessitam de tratamento são encaminhados ao Cetas. Lá, são feitas identificação, marcação, triagem, avaliação, tratamento, recuperação, reabilitação e destinação desses animais, tendo como objetivo maior a devolução deles para a natureza.


Existem 24 unidades do Cetas no território brasileiro. No ano de 2021, segundo informações do Ibama, mais de 50 mil animais foram recebidos, entre eles, 11% eram répteis, 13% mamíferos, 75% aves e 1% de outros tipos.

Ainda em 2021, 11 mil exemplares foram devolvidos à natureza, que é o principal objetivo do Ibama. Os que não estavam preparados para retornar ao habitat natural, seja por não terem alcançado capacidade física ou comportamental, foram destinados de acordo com cada caso ou ficaram se recuperando na unidade do Cetas. 

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